Amar
o
que
eu
sou,
Todo
indivisível
que
constitui
o
ser
e
o
acontecer
do
meu
corpo,
no
espaço
e
no
tempo...
Amar
as
coisas
que
eu
estou
fazendo
e
o
modo
como
eu
os
faço...
Amar
as
minhas
limitações,
como
amo
as
minhas
possibilidades...
E
nos
meus
acertos
e
erros,
amar
o
projeto
que
vai
transformando
em
obra
no
trabalho
da
construção
de
mim
mesmo.
Amar-me
como
eu
estou
aqui
e
agora,
vivendo
a
vida
simplesmente,
naturalmente,
com
o
ar
que
eu
respiro,
o
chão
que
eu
piso,
as
estrelas
que
eu
sonho...
Às
vezes
gostar
de
mim
é
um
desafio,
uma
prova
de
fogo
que
revela
se
eu
realmente
me
amo,
ou
apenas
finjo
amar-me...
Gostar
de
mim
quando
erro,
quando
fracasso,
quando
não
dou
conta,
quando
não
faço
bem
feito
e
ainda
encontro
quem
me
critique
ou
zombe
de
mim
por
eu
ter
sido
apenas
o
que
sou:
-limitado,
vulnerável,
imperfeito,
humano.
Gostar
de
mim
no
fundo
do
poço,
cabeça
a
mil,
coração
a
zero,
e
ainda
assim
ser
capaz
de
ouvir
e
respeitar
as
referências
do
meu
próprio
corpo
como
um
amigo
fiel,
atento
e
carinhoso...
Eu
me
relaciono
com
as
outras
pessoas
do
mesmo
modo
como
me
relaciono
comigo...
Se
eu
me
amo,
não
sei
te
odiar...
Se
eu
me
odeio,
não
sei
te
amar...
Se
eu
me
desprezo,
não
sei
te
respeitar...
Se
eu
me
respeito,
não
sei
te
desprezar...
Como
eu
te
aceitar,
se
eu
me
rejeito?
Como
eu
te
rejeitar,
se
eu
me
aceito?
Celebro
no
amor
a
mim
mesmo
o
nascimento
do
amor,
pelo
meu
próximo!