Esse
jeito
esquisito
que
Jesus
tinha,
de
preferir
os
piores,
me
faz
pensar
na
beleza
dos
avessos.
Ás
vezes,
a
gente,
na
pressa
de
encontrar,
não
vê.
Quantas
vezes
na
minha
vida
eu
desprezei
as
pessoas,
porque,
eu
considerei
o
agora!
É
tão
doído,
a
gente
ser
visto
a
partir
do
presente,
quando
as
pessoas
olham
pra
gente
e
só
enxergam
aquilo
que
a
gente
tem
no
momento.
Isso
é
fascinante
em
Jesus,
por
isso,
Ele
era
capaz
de
preferir,
quem
Ele
preferia,
porque,
Jesus,
não
era
um
homem
que
se
prendia
ao
presente.
Eu
acho
interessante
isso,
que
os
amantes
nunca
esgotam
as
criaturas
amadas,
porque,
o
amor
sobrevive
de
futuro,
ele
consegue
enxergar
o
que
a
gente
ainda
não
viu.
A
pessoa
que
ama
consegue
enxergar
o
que
o
outro
ainda
não
é,
vê
o
avesso,
vê
o
contrário
da
situação.
É
tão
bonito
a
gente
pensar
que
a
beleza
do
tecido
tem
um
sustento,
uma
trama
que
esta
por
trás
de
tudo
isso.
Compreender
as
pessoas,
ama-las,
só
é
possível,
à
partir
do
momento
que
a
gente
entra
na
trama
do
avesso.
Quando
a
gente
não
enxerga
somente
aquilo
que
os
olhos
não
podem
revelar,
podem
conhecer,
mas,
sobretudo,
aquilo
que
ainda
esta
oculto.
Deus
nos
ama
assim,
porque,
consegue
enxergar
o
que
a
gente
ainda
não
é,
mas
o
que
a
gente
ainda
pode
ser...